Narrativa ficcional inspirada no universo de RPG Naipes Estranhos para GURPS (em desenvolvimento). Vampiros, Fantasmas e um Assassino Serial em uma história de suspense e magia.
O Mundo Ausente é povoado por uma miríade de raças estranhas, criaturas sobrenaturais e humanos abençoados (ou amaldiçoados) com as mais bizarras capacidades. Desta diversidade de culturas e poderes brotam conflitos, alianças e, na maioria dos casos, uma convivência tensa, ainda que pacífica.
Embora muitos dos seres aqui descritos possuam caracterizações já definidas em livros e suplementos anteriores de GURPS, é preciso entender que o Mundo Ausente é um universo à parte com suas próprias necessidades e detalhes importantes. Sempre que houver conflito entre um personagem detalhado neste suplemento e um similar relatado em outro livro, a
regra que aqui segue deverá prevalecer.
Operativo
Embora o espião seja um tipo de operativo, nem todos os operativos trabalham com o intuito de espionar. Muitas vezes o papel do operativo se confunde com o do policial também, mas apresenta uma diferença básica: se o operativo for capturado, nem sempre seus empregadores estarão interessados em resgatá-lo. Um operativo é alguém que trabalha para alguém (magnatas tem muitos operativos) ou para alguma organização, geralmente realizando trabalhos de campo nem sempre muito honestos: investigações, coleta de impostos ou informação, coação ou mesmo assassinato.
Vantagens: O operativo pode partilhar o status de sua organização, dependendo do grau de apoio que recebe (alguém que trabalhe para o Concílio dos Cinco sempre será visto com certa deferência pelos aduladores de plantão e certo receio pelos tipos criminosos). Por motivos óbvios, o operativo precisa ter uma série de qualidades adequadas à tarefa que irá cumprir ou ele nunca teria sido contratado. Ninguém contrata um pesquisador de escritos sumérios para executar o líder de uma facção extremista de Carniçais. Da mesma forma, ninguém contrata um Serial Killer instável para escoltar alguém (nem sempre...). Normalmente, os operativos são escolhidos a dedo depois de terem se destacado em alguma aventura anterior.
Desvantagens: a principal desvantagem de um operativo é certa falta de liberdade: trabalhar para outros pode freqüentemente inibir suas escolhas. O importante é sempre a opinião do empregador sobre esta ou aquela decisão e falhas nem sempre são toleradas. É comum também descobrir que se está trabalhando para o lado errado da história. E o inimigo de seu empregador se transforma no seu...
Motivações: A promessa de auxílio no futuro ou simples recompensas materiais costumam motivar a maioria dos operativos. Mas alguns o fazem por ideologia: em algum momento os planos do operativo e os do empregador caminham na mesma direção, e o primeiro se aproveita da infra-estrutura do segundo. As operações podem ser das mais variadas, constituindo o cerne das tramas, sejam escoltas de membros da realeza faérica, seja o assassinato destes mesmos membros, entregas de materiais exóticos entre alquimistas, mensagens secretas transportadas através de cenários hostis, investigações de desaparecimentos etc. E vale lembrar que esta relação de troca operativo/contratante nem sempre está clara: um Vampiro pagando um favor para um primo de outro continente ou um Licantropo em missão para seu povo não são exatamente operativos mercenários.
Problemas: o operativo pode acabar sabendo demais sobre a organização ou seu patrão e precisa ser silenciado. Ou então ele pode ser incriminado sobre algo que na verdade foi feito (ou ordenado) por seus superiores. O embate entre operativos de grupos rivais pode se tornar uma constante, se transformando em uma sangrenta disputa entre cavalheiros. Ou o empregador pode ser destruído enquanto o operativo estava realizando outra missão e agora ele terá de vender seus serviços para outro (ou vingar sua organização).
Exemplos: Rapinante é um notório mercenário Homem-Águia especialista em seqüestros. O Panopticum é uma organização onde todos são operativos, das mais diversas raças, unidos por um objetivo comum. E mesmo aventureiros mais independentes, como Peter Danov, já realizaram missões a pedido de Pharad, do Concílio dos Cinco.
Exemplo famoso: MIB (uma organização que esconde sua existência dos laicos e emprega agentes para realizar missões específicas).