O Mundo Ausente é povoado por uma miríade de raças estranhas, criaturas sobrenaturais e humanos abençoados (ou amaldiçoados) com as mais bizarras capacidades. Desta diversidade de culturas e poderes brotam conflitos, alianças e, na maioria dos casos, uma convivência tensa, ainda que pacífica.
Embora muitos dos seres aqui descritos possuam caracterizações já definidas em livros e suplementos anteriores de GURPS, é preciso entender que o Mundo Ausente é um universo à parte com suas próprias necessidades e detalhes importantes. Sempre que houver conflito entre um personagem detalhado neste suplemento e um similar relatado em outro livro, a
regra que aqui segue deverá prevalecer.
Licantropos
"No começo o Homem e a Fera eram um só. Livre,
Ele vagava pela natureza... amando... destruindo, buscando para
si a Verdade contida na Fúria. Mas... Vontade das Raças... tribos
dispersas quando Ele assumiram várias línguas. E o Homem e a Fera
não mais se entendiam."
(Fragmentos do texto "Likanthropos Colerae", do Bispo Andreas
III. Biblioteca Secreta do Vaticano)
Antes do Primórdio Civilizatório os Licantropos ameaçaram dizimar
o Homem Desgarrado e trazê-lo de volta para as florestas. Segundo
as lendas o surgimento do Homo Vampiricus (Primeira Expedição) equilibrou
a guerra. Humilhados, os Seres-Fera decidiram ocultar-se da civilização,
jurando vingança. Os milênios passaram e o conflito não ocorreu.
Atualmente, os Licantropos vivem entre nós, mantendo segredo absoluto
sobre sua natureza. Embora muitos pareçam ter sido corrompidos pela
selva urbana, a grande maioria ainda guarda fortes vínculos com a
Magia e com um estilo de vida menos caótico. Reproduzem-se normalmente
entre si, mas suas Crias nem sempre são Licantropos. É possível também
que um casal humano, por algum desígnio desconhecido e aleatório,
gere uma criança-fera, que não suspeitará de sua condição até ser
localizada por magos ou outros membros de sua raça.
Raças Conhecidas
Fator de Licantropia Os Licantropos
geralmente se transformam em um híbrido entre o seu Totem e a forma
humana quando lutam, embora esta transfiguração não seja obrigatória
para o pleno controle de suas capacidades. Esta transformação é instantânea
e provoca Verificação de Pânico em laicos. São particularmente vulneráveis
à prata: cada arma deste material utilizada contra eles têm um bônus
extra de 2D ao dano provocado. Se houver
prata no interior do corpo de um Licantropo Carteador
sua Ressurreição será inibida até a remoção.
Eles recuperam normalmente 1 ponto de HT
por hora, para qualquer tipo de ferimento, exceto no caso daqueles
feitos com prata. Vivem até a idade máxima de cento e cinqüenta anos.
Todos possuem afinidade com a Esfera Selvagem.
PONTUAÇÃO: -7,5
| Fator de Licantropia |
| Pts |
Capacidades |
Mod. |
| 15 |
Transformação |
|
| 17,5 |
Recuperação
Física Normal
(Não funciona contra Prata) -7,5
|
|
| 25 |
Afinidade com
Esfera (Selvagem) |
|
| -20 |
Vulnerabilidade à
Prata (Nível 2) |
|
| -20 |
Inibição
de Ressurreição
(Prata) |
|
| -7,5 |
|
|
Outras Raças Se o Bispo Andreas III estava
correto, existiram Raças de Licantropos de todos os Totens possíveis:
o mundo era povoado pelo Homem Fera. Algo aconteceu, um cataclismo,
uma doença, uma Maldição, não se sabe. E a grande maioria não sobreviveu.
Com a Guerra contra os Vampiros, muitas outras Raças se extinguiram.
É possível que ainda existam Raças diferentes e os Conclaves às vezes
são surpreendidos por Homens-Rato e outras aberrações. Mas são pouco
numerosos e nada organizados.
Magia da Escola de Animais Os Licantropos
possuem um bônus permanente de +4 nesta
Escola quando estiverem lidando com animais do seu Totem.
Nome Animal Trata-se de uma Vantagem
disponível somente para personagens Licantropos. Significa que o Nome
do Ser não pode ser pronunciado por cordas vocais comuns; apenas outro
Licantropo do mesmo Totem pode reproduzir o som necessário. As Magias
Dom das Línguas e Cópia de Voz podem
servir para o mago tentar dizer o Nome Animal, submetido a um redutor
de -5 em sua tentativa. Não pode ser escrito.
Custo: 15 pontos.
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